A criança, para ter um desenvolvimento saudável, necessita ser acariciada, olhada, beijada, percebida e, sobretudo, muito amada.
Mais do que nunca, é importante segurar e embalar o bebê. Um bebê nunca fica mimado quando o pegamos no colo.
Há um intercâmbio de energia entre o bebê e quem o está segurando no colo. Em nossa cultura, infelizmente, os bebês passam boa parte do tempo em berços fixos, cestos ou carrinhos. 
A mãe que transporta o bebê amarrado ao seu corpo, nas costas ou no peito, através do suporte para carregar o bebê ou “canguru”, faz com ele sinta o movimento rítmico da mãe, a batida do seu coração e sinta o seu cheiro. Pode ser uma forma prática de levar o bebê, permitindo, inclusive, a realização de trabalhos domésticos, como por exemplo, fazer compras, pendurar roupa no varal, etc.
O carinho que uma criança recebe vai influenciar sua auto-imagem, fazendo com que ela se sinta querida, bonita e aceita, e mais tarde saiba se relacionar e superar mais facilmente os problemas.
Spitz, psicólogo americano, estudou o comportamento de crianças em instituições durante o primeiro ano de vida. Essas crianças recebiam alimentos adequados, cuidados médicos quanto necessário e viviam num ambiente de extrema limpeza. Não recebiam porém carinho dos adultos. Depois de seis meses, as mesmas começaram a apresentar retardo no seu desenvolvimento, reflexos diminuídos e indiferença pelos adultos. Ficavam alheias ao que acontecia à sua volta.
Em geral, esses bebês apresentavam grande retardo na linguagem e em outros aspectos de seu desenvolvimento. Quando eram atendidos, não reagiam, atuavam passivamente.
A impossibilidade de receber estimulação tátil adequada, carinho, atenção, amor, nos primeiros anos de vida, resulta numa dificuldade de se estabelecer relações de contato com outras pessoas.
A estimulação tátil ou a falta dela tem efeitos profundos sobre o organismo e sobre o comportamento de crianças e adultos.
Uma pesquisa foi feita por um estudiosos no assunto, com uma amostra de dez bebês, no início do terceiro mês de vida. As mães haviam sido ensinadas a acariciar as costas de seus filhos.
Quando esses bebês fizeram seis meses, apresentavam uma incidência menor de resfriados, gripes, vômitos, diarréias, do que os bebês do grupo controle, cujas mães não tinham sido instruídas a acariciarem seus bebês.
Parece que a estimulação cutânea em bebês exerce uma influência benéfica em seu sistema imunológico, aumentando a resistência contra doenças.
Em nossa experiência, observamos que não só os recém-nascidos e bebês se beneficiam do toque, mas também crianças maiores, experiência essa que será relatada mais adiante.
Para se desenvolver satisfatoriamente é bom que a criança seja levada ao colo, acariciada e aninhada nos braços, mesmo quando não esteja sendo amamentada. Devemos falar com ela carinhosamente, sempre olhando nos olhos.